O homem, o sobrevivente a facada, o ex – presidente Bolsonaro esteve em Natal semana passada. Mas o movimento, numa churrascaria famosa, é insuficiente para reverter essa tendência do RN e de vários estados do Nordeste de votar em candidatos de esquerda. No cenário político do RN não cola essa imagem de pugilismo de direita, que ordena a sociedade dentro da visão Pátria e Família. A razão para isto é que somos um dos estados mais pobres da federação, e o que o povo potiguar deseja é emprego, renda, pagar as contas, salários no final do mês, estradas boas, segurança, educação e saúde funcionando.
Alguns podem chamar isso de pragmatismo, mas não temos outra alternativa. Ou fechamos com essas questões cruciais ou não vamos reverter o índice de pobreza e analfabetismo do RN. Aqui, do sertão ao agreste, nos falta de tudo, e o que o governo estadual consegue fazer é muito pouco, ´por exemplo: drenar recursos oficiais ainda é uma dificuldade enorme mesmo para o atual governo que tem o presidente como aliado da governadora.
O país perdeu o foco nas ideias revolucionárias e revolução no sentido de mudança de paradigma. No cenário nacional, como em terras potiguares, nos faltam Ideais que façam expandir a indústria e o comércio. Passamos meses nessa toada de direita e esquerda. Em outros tempos, o RN também foi obrigado a viver no atraso, pois invés de conter os problemas como o da seca e do déficit educacional, por décadas vivemos a panaceia ideologia entre Maia e Alves, entre famílias que controlavam a política no estado e que pouco fizeram para diminuir a pobreza de nossa gente.
Rogério Marinho terá poucas chances de vitória se trouxer a questão ideológica para o centro da discussão política. Em lugar de pousar nas fotos com o ex- presidente, melhor seria conversar com Allysson Bezerra, Agripino e outros para propor um projeto de reestruturação do RN, tanto em termos fiscais quanto social. É hora da politica pé no chão, sem os arroubos da direita ou da esquerda. É hora de buscar perfis técnicos que apontem soluções para o RN e não grupelhos aliados que vestem verde e amarelo, como se a ideologia por si resolvesse alguma coisa. É hora de pouco churrasco e muito trabalho. É hora de construir um plano de salvação para o RN e enfrentar com propostas viáveis os números que o PT do RN deseja apresentar para justificar a continuidade do governo de Fátima. O embate já começou.
Essa bandeira ideológica proposta por Rogério Marinho e o que sobrou dos aficionados do ex-presidente, somados a petulância senatorial de Styvenson é pouco para reverter o quadro politico estadual. O PT está enraizado no RN nos movimentos de base, desde a universidade até as cooperativas, somados aos sindicados que sempre são regidos por pautas da esquerda.
Portanto, a mudança de governo, para pôr fim aos 8 anos da atual gestão ´precisará ser muito mais propositiva, precisa traçar um plano de recuperação do RN, trazer luz à questões como incentivo fiscal aos empreendedores, pecuaristas e agricultores, sinalizar a volta das industrias nacionais que há tempo largaram o RN por projetos mais viáveis em outros estados, programas de ensino que garantam melhores escolas e professores bem remunerados e o piso da categoria uma realidade, além do turismo que atraia pessoas de todo o pais e não somente o financiamento de show de cantores famosos. Precisará, enfim, retomar o desenvolvimento integral de nossas regiões e dignidade a nosso povo.






































Perfeito. Um texto maravilhoso, uma aula e que aula excepcional. Esta de parabéns ????????