A falência do Estado, impunidade, desordem urbana, caos nas ruas. O RN vive a selvageria e a barbárie. A lei e a ordem solapadas. O Judiciário afrontado. A população angustiada. Esse cenário degradante é semelhante ao que os colombianos viveram até o final da década de 90. Medellín, cidade do medo, fez vítimas que até hoje os colombianos não conseguem esquecer.
Aqui, a condescendência da esquerda, titular no poder é perceptível. Não há uma ação controlada. Os cem homens da Força Nacional não garantem a sustentabilidade da paz. Um contingente reduzido que nem mesmo serviria para os combates na época do cangaço. A esquerda que domina a política tem, segundo o mestre Olavo de Carvalho, um olhar complacente para com a criminalidade, bandido é, segundo ela, “vítima da sociedade” da injustiça de classe, uma predica que se repete e comprova que a passividade no enfrentamento das milícias armadas tem seus teóricos lotados na Secretaria de Segurança Pública.
O terror vivenciado nestes três dias em solo potiguar é o mesmo de cidades sitiadas. É como estivéssemos numa Nova Iorque, no Brooklim, nos anos 80. A nossa Natal é hoje cidade refém, acuada, dominada pelas forças do mal. A burocracia e morosidade da Justiça também contribuem para esse estado de coisas. A audiência de custodia, virou entrevista a bandido, a lentidão dos julgados gera impunidade e os infindos recursos demonstram que os bandidos são bem assessorados por escritórios especializados.
Nossa apatia gera um Estado em que a letalidade é sentida pelo povo. As declarações dos representantes do estado, da governadora aos Secretários são evasivas. O contexto de guerra é tratado como um B.O coletivo que deve ser apurado somente quando a onda de violência passar. Enquanto isso o povo tem o direito constitucional de ir e vir suprimido. As escolas fecham como se o vírus da COVID assassina estivesse de volta, as Unidades básicas não atendem, os serviços essenciais são afetados enquanto que no início do mês, a governadora e o prefeito de Natal estavam em viagem a Portugal para vender a empresários as belezas naturais do RN. Fala sério. É bom que saibam que, dado a violência reinante, os pacotes de turismo já são cancelados. Enquanto o Ministério da Justiça nem ao menos cogita uma intervenção federal em nosso tão esquecido RN. E no silêncio de Alcaçuz o mal coordena, articula, organiza-se.





































