Os nomes de possíveis candidatos já se apresentam em Parnamirim na disputa do eleitorado. Há pouco mais de um ano, os pré-candidatos estão por aí, vestidos de camisas xadrez, típico de frequentadores de quadrilhas juninas, de paletó e gravata nas celebrações cristãs, aparecem nos batizados, bares, festas da cidade e onde houver aglomeração.
Na situação, ainda na espera da indicação do atual prefeito Taveira, os nomes fazem a honra ao atual mandatário e aguardam a definição.
Contudo, nos bastidores a temperatura é alta. Há palavras ditas que ensejam o surgimento de pelo menos seis nomes como potencial para serem urgidos à qualidade de sucessor. A vice-prefeita Kátia Pires, o presidente da Câmara, Wolney França, o apresentador Salatiel de Souza, o líder do governo vereador Vavá Azevedo, o chefe de Gabinete Homero Grec, além do vereador Irani Guedes.
São nomes com certa densidade eleitoral e que estão entre os que podem ser lembrados pelo eleitor. Já outra tentativa, pré-fabricada nos balões de ensaio do jogo das articulações, vez por outra aparecem nos céus da Trampolim da Vitória, é a tática de lançar um fato novo que possa mexer como o imaginário do povo, daí o último dele foi o nome do ex-governador Garibaldi Alves, nome que em Parnamirim pouco é lembrado, mesmo porque quem marcou o consciente coletivo, foi de Agnelo Alves, protagonista de uma das mais eficientes administrações que Parnamirim já teve.
Entre os nomes acima apontados, cada um tem virtudes e como é próprio da condição humana, dificuldades que precisam ser contornadas. O presidente da Câmara, Wolney França, no exercício do mandato à frente do Legislativo, embora não tenha unanimidade entre os edis, promove uma gestão eficiente, concedeu benefícios aos servidores, buscou maior transparência administrativa e aproximou-se do grupo de Ezequiel Ferreira, líder na Assembleia Legislativa, contudo, ainda no primeiro mandato, Wolney precisa de maior visibilidade, principalmente em bairros mais afastados da cidade.
Já Salatiel de Souza, há mais de um ano testa sua popularidade em Parnamirim. Ele chega a participar de três ou mais eventos num só final de semana, sua presença midiática o condiciona a ser o mais lembrado pelo eleitor, contudo, filiado ao partido do Senador Agripino, terá que resolver se a permanência no União Brasil traz a independência necessária para ser o nome escolhido.
Segundo analistas, é o União Brasil, partido que agrega ainda Kátia e o deputado Taveira Junior, o fator que pode definir a campanha. Considerem-se as primeiras pesquisas eleitorais que brotam na cidade, Kátia e Salatiel, fazem frente aos percentuais que hoje a candidata da oposição possui.
Homero Grec também é citado. Ele é dos mais experientes nos embates políticos, desde o tempo que foi secretário do Raimundo Marciano, tem articulação, talvez prescinda de reencontrar o caminho que o reaproxime do eleitor e isto requer tempo.
Já o vereador Vavá Azevedo, conta com um critério indispensável: a confiabilidade e sua articulação frente ao eleitorado mais jovem, principalmente entre a liderança da Assembleia de Deus, porém tem o desafio de justificar a indicação do seu nome considerando ainda estar no primeiro mandato.
Já a vice — prefeita Kátia Pires, com seus cinco mandatos no legislativo, base em Nova Parnamirim, na condição de mulher tem livre curso nas igrejas evangélicas, o que valeu seu protagonismo na Marcha para Jesus de 2023, e, assim, tem condições de emplacar seu nome, mas precisará de apoios de referência da cidade, para de fato se sobressair entre os demais postulantes. Já Irani, deseja reunir sua base de articulação, principalmente na saúde, porém poucos são os vereadores que sinalizam o acompanhar nessa árdua missão.
Com o passar dos dias, entre os que pensam a cidade, os pré-candidatos tem um longo caminho a percorrer. A indicação, por parte do prefeito, deve acontecer no final do ano ou no inicio de 2024.
Contudo, uma boa sugestão é que os pretensos ocupantes do Centro Administrativo, no largo da Cohabinal, aproveitem para visitar as bases, busquem o empresariado local, as igrejas e instituições e combinem como o povo um projeto para uma Parnamirim sustentável, que respeite o crescimento urbanístico, que promova qualidade de vida a população.
Não basta se apresentar pelo currículo ou pelo ciclo de amigos, mas como propostas viáveis e realizáveis. É o mínimo que o eleitor espera.





































