A sucessão estadual é o assunto da vez. E a recente divulgação dos candidatos ao governo do RN decorre da decisão da governadora Fátima de renunciar ao cargo e concorrer ao Senado.
Assim, quem resolveu agitar o cenário político e lembrar que “ainda estou aqui” foi o ex- prefeito de Natal, Álvaro Dias, na esteira da decisão de Rogério Marinho de acomodar-se mais uma vez e não ter coragem para sair em campanha nas ruas violentas e estradas esburacadas e preferir os restaurantes caros de Brasília. Com isso, Álvaro Dias entrou na disputa e afirmou à imprensa local que reune chances de agregar os partidos políticos de direita e atrair um maior número de seguidores ou eleitores no pleito deste ano.
Mas espere! O que embaralha o jogo e provoca a indiferença do eleitor potiguar é a mesma delonga da já desgastada ideologia. Configuraria no RN a disputa entre esquerda e direita, entre aliados do governo Lula e do ex-presidente Bolsonaro? Cote outra! Porque a ideologia que atrasa não deveria ter voga aqui no Estado e por, pelo menos, duas questões simples: Não há firmeza para aqueles que têm uma postura de defesa de programas de partidos políticos. E outra porque assuntos como ser de “direita ou de esquerda” não chamam a atenção no dia-a-dia da sociedade potiguar, esta preocupa-se mais com emprego, estradas pavimentadas, educação de qualidade, pão sobre a mesa do trabalhador, ruas seguras diante da crescente violência que assombra o nosso estado.
Uma enquete realizada pelo portal demonstrou que 78% dos eleitores potiguares estão preocupados muito mais com os assuntos do cotidiano em detrimento a embates de natureza ideológica.
No RN, as cores das bandeiras políticas se foram. Os adversários tornaram-se amigos e os amigos tornaram-se adversários. A conveniência é o que marca o jogo político. O interesse pessoal muitas vezes em detrimento à coletividade. Houve o tempo em que nos municípios, sobretudo no interior do Rio Grande do Norte, as residências empunhara as bandeiras do azul do ‘agripinismo”e o verde do” aluisismo”, eram os araras contra os bacurais, estes agarrados com seus galhos verdes das plantas nas mãos, o que demonstrava a preferência dos grupos de eleitores. Esse embate já não existe mais e uma das razões é a fraqueza da classe política. Esta, embaralhou as cores da própria tradição, ao sabor dos interesses pessoais. Alves e Maias foram uma das pragas políticas que por década provocaram atraso econômico e social.
Pode-se mencionar o vizinho estado da Paraíba que, ao contrário do RN, tem fugido desse cenário político arcaico e hoje é muito mais avançado que o RN.
Riqueza não nos falta. Temos reservas minerais, sal, petróleo, frutas, um vasto e encantador litoral com grandes atrativos turísticos e não temos distribuição de renda. A pobreza educacional e social afetaram gerações, enquanto que os políticos dessas castas familiares enriqueceram e muito.
Dai que, o embate deste ano envolve a popularidade do ex-prefeito de Natal Álvaro Dias versus e a do atual prefeito de Mossoró, Allysson Bezerra. O primeiro se garante na imagem da gestão eficiente, principalmente quando comparada com as desastrosas administrações anteriores, apoiando sua candidatura em nomes como o de Rogério Marinho e Styvenson Valentim. Já Allysson tenta passar uma imagem de amigo do povo e tocador de obras. O Hospital Municipal entregue recentemente à população é uma demonstração disso, mas é pouco para quem deseja demonstrar capacidade de governança, melhor aplicação do orçamento estuadal e a retomada do desenvolvimento do RN. É o desafio! O eleitor silenciosamente observa e terá mais uma vez a oportunidade de escolha. Esperemos.
Redação do RN em Foco.





































